Contemplada em edital, oficina aborda literatura indígena

De 16 e 26 de novembro um grupo de setenta profissionais de diferentes áreas de atuação participam da oficina Mediação de Leitura e a Lei 11.645/08, ofertada através do Projeto que leva o mesmo nome e assinado pela prof. dra. Naine Terena de Jesus. A repercussão da iniciativa foi tão grande que as vagas se esgotaram nos primeiros dias de divulgação na rede social whatsapp. “Foram abertas 40 vagas e tivemos cerca de 120 inscritos”, explica a professora. Diante da grande procura e através da parceria com escritores e a União das Faculdades Católicas de Mato Grosso, conseguimos abrir uma segunda turma, para contemplar os participantes que não conseguiram ser inseridos nesta primeira turma. As atividades serão realizadas no âmbito virtual inspirada nos cursos ‘mooc’ (Massive Open Online Courses). Este tipo de curso ganhou adesão nesse período de pandemia, e geralmente são cursos online abertos à qualquer pessoa com acesso à internet.

A proposta foi contemplada no Edital Estevão de Mendonça de Literatura Mato-Grossense,realizado pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel), na categoria formação. O prêmio Estevão de Mendonça é uma iniciativa pública do governo de Mato Grosso. Um júri técnico, formado por professores (as) doutores (as) na área, destacou os melhores trabalhos que receberam apoio oficial para a  sua realização. O prêmio instituído para incentivar o fomento à leitura, rende uma justa homenagem ao historiador Estevão de Mendonça, fundador do Instituto Histórico e da Academia de Letras do nosso Estado.

Também conta com o apoio da Editora Sustentável (www.editorasustentavel.com) e da Oráculo Comunicação, educação e cultura. Naine Terena é doutora em Educação, Mestre em artes e graduada em Comunicação social. Entre seus estudos de doutorado e pós-doutorado (UFMT e Unemat),  pesquisou as tecnologias no âmbito da educação e nas artes, tendo já desenvolvido outros cursos EAD e atua como designer educacional para este tipo de aprendizado.

 O curso tem uma carga horária total de 40 horas aulas e os participantes terão esse período para realizar as atividades auto instrutivas/remotas e participar de duas conversas via meet, sendo que em uma delas, dois escritores indígenas (um de MT e um de outro estado), estarão participando e possibilitando o diálogo direto com os cursistas. Na primeira oficina estarão Auritha Tabajara a primeira escritora indígena cordelista do Brasil e Luciano Ariabô Quezo, do povo Umutina Balotiponé, da região de Barra dos Bugres-MT.

A ideia é aproximar o público desta literatura, e dessa forma, incentivar e auxiliar na compreensão e leitura pública das obras. A ementa propõe o reconhecimento da história da literatura indígena no Brasil, o nome de muitos escritores e algumas obras, a fim de levar para um cenário mais amplo a prática da mediação dessas autorias. Também pretende envolver mais os educadores neste cenário, de forma a cumprir a Lei 11.645/08, que articula a presença da história e cultura indígena nas escolas do país.